quinta-feira, 5 de maio de 2011

Reflexões sobre ética e uma pitada de história oral...

 
Bom dia meus queridos!

Então... apesar de parecer um tanto "imoral", estou postando direto de sala de aula porque o assunto vale a pena refletir!
Falamos aqui sobre a "igualdade entre entrevistado e entrevistador dentro da história oral".
Antes que você me pergunte que diabos é isso, não enfatize apenas o tema em si – veja que a palavra central aqui foi a “Igualdade”.
A questão aqui é  tentar igualar-se, como entrevistador, ao entrevistado.
Isso nos remete às tentativas de nos igualarmos aos nossos pares dentro da sociedade.
Mas você consegue ter, com clareza, uma definição do que vem a ser “nossos pares”?
Sim amiguinhos...  iguais, pares... Nossa espécie: Outras pessoas.

Tentar compreender a igualdade entre as pessoas já dá pano pra camisa inteira, imagine quando entra a ética nesse meio?
Pense comigo meu camarada: Estava eu passando pelo centro de floripa, feliz, serelepe e faceira – logo vi uma manifestação de alguns trabalhadores informais (vulgo camelô) que estavam esbravejando suas carências e frustrações devido a necessidade dos mesmo de sustentar suas famílias e as barreias que o “governo” e a sociedade impõem sobre eles, só restando a possibilidade de trabalhar de forma ilegal.

Ok, a luta, ao meu ver, é bastante justa, pois tirar o cara da rua e matar uma família de fome não é uma possibilidade aceitável. Também não é aceitável que este chefe de família tenha de apelar para medidas mais drásticas, como, por exemplo, a bandidagem ou outras formas de ilegalidade bem mais graves.
Concordam comigo que regularizar e legalizar o comércio informal seria uma saída bem mais humana?
Pois bem...
Voltando ao meu passeio no centro de floripa, até então, ainda na tal manifestação, estava tudo “de boa”... até que alguns estudantes resolveram aproveitar o embalo para protestar contra o aumento da tarifa de ônibus aqui na ilha. Pronto! Começou aqui o redevú! Imaginem que até o BOPE (daqui, e não o RJ graças a Deus) foi chamado para “conter a baderna”!
Guarda montada, policiais com cães de guarda, escudo, cassetetes e o que mais você imaginar podiam ser vistos!
Valha-me Deus! São estudantes! Não são terroristas! Não são foragidos da justiça! São ESTUDANTES!!! Onde diabos foi parar o conceito de que os estudantes são “o futuro do país”?! É assim que se trata o futuro de uma nação?
Onde está o senso de que são nossos pares? Nossos iguais? Ou é assim que devemos nos tratar?

"A verdadeira igualdade consiste em tratar-se igualmente os iguais e desigualmente os desiguais a medida em que se desigualem ". Palavras de Aristóteles!

Segundo os princípios estudados no direito, o princípio da igualdade ou isonomia prevê que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” - leia o artigo 5° da Constituição, que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, que fazem parte dos direitos e garantias fundamentais.
A própria constituição também prevê o tratamento dos desiguais em várias partes do seu texto.
Agora, o ponto onde eu quero chegar aqui é: E onde entra o senso individual de cada um perante o sentido de igualdade? Onde a ética pessoal de cada um interfere?
Trocando em miúdos: Como pregar a igualdade entre as pessoas e as nações se estas não conseguem compreender a fundo o que é a verdadeira igualdade entre os pares e entre iguais e desiguais?
Se as pessoas não definirem dentro de si o que é a igualdade e o porque de sua necessidade ela jamais poderão pô-la em prática. E talvez seja isso que nos falta para um mundo mais igualitário.
Sábia é a máxima que dizia “Não faça ao seu próximo aquilo que não gostaria que fizessem consigo”.
Então camaradagem, que tal pensar sobre isso?

Abraços e até o próximo debate!

Ps.: NÃO! Não quero falar sobre o Tio Bin! Nem se ele morreu ou não, se era ou não casado ou o diabo que seja! Eu quero é que esse assunto morra logo! Já encheu o saco! Ok?

Aqueles que me acompanham na jornada...

Wikipédia sobre a Lady Vinna (WInna)

A lei divina é eterna, imutável, perfeita, igual para todos, inscrita na consciência dos homens e revelada em todos os tempos (de acordo com a capacidade e compreensão dos homens).

Winna: "- Com tantos elogios eu fico até sem graça!"

"Os animais dividem conosco o privilégio de terem uma alma". - Pitágoras

"Os animais dividem conosco o privilégio de terem uma alma". - Pitágoras