domingo, 21 de agosto de 2011

"Rex e Eu" (um conto sobre amizade)


Boa noite pessoas queridas!


Bem... não sei por onde começar, então vou tentar pelo início: Estava aqui assistindo TV quando começou o filme “Marley e Eu”. Resumindo a história, acho que nunca chorei tanto com um filme! Não só pelo apelo emotivo da história, pela beleza que essa passa nessa relação “cão e homem”, entre outras coisas, mas porque eu entendo COMPLETAMENTE o que o filme passou.
Entre os 3 ou 4 anos de idade eu ganhei uma amiguinho canino. Era um cachorro vira-latas lindo, mistura de pastor alemão com fila que mais me lembrava um lavrador, devido ao seu tamanho e gentileza. Ok ok... Ele era um baita bagunceiro, mas foi meu melhor amigo por toda infância, adolescência e parte da juventude.
 
Nunca me esqueci do meu amigo, que eu chamava de Rex. Sim, o nome já é meio que batido, mas eu era pirralha, então me dá um desconto. Ele viveu conosco assim, como um membro da família, um irmão. Adorava bolo, frutas, legumes e principalmente pão molhado no leite! Só deus sabe como ele fazia bagunça para ganhar quaisquer petiscos destes. Infelizmente, depois de uma certa idade ele começou a adoecer e acabou tendo epilepsia canina.
Ele viveu muitos anos ainda, a base de remédios, muitos cuidados e bastante carinho, contudo, veio a catarata, a diabetes e as complicações da epilepsia. Ele já tinha 16 para 17 anos quando a situação ficou realmente difícil, mas ele nunca deixou de ser companheiro, amigo, e na noite em que ele se foi - de forma natural, pois não teríamos coragem de sacrificá-lo – já faziam alguns dias que ele não levantava. Só queria ficar deitado, estava sempre cansado, só levantava a cabeça para comer e o limpava-mos, pois ele não conseguia se levantar para fazer as suas necessidades.
Ainda assim, naquela noite ele simplesmente se levantou. Ele veio andando para perto de mim, já era madrugada e minha mãe já havia percebido o que eu não conseguia e nem queria ver. Ele sentou do meu lado, colocou a cabeça no meu colo e eu fiquei fazendo carinho nele, contente pela aparente melhora. Após algum tempo de brincadeiras e cafunés eu fui para meu quarto dormir. Pela manhã minha mãe me deu a notícia... E não importa o que digam, foi a perda de um ente mais que querido. Um amigo. Um irmão.

Ele foi o maior dos meus ouvintes. O melhor dos companheiros e até mesmo, por mais que vocês estranhem, um ótimo conselheiro. Para meus pais, um filho, em especial para meu pai, que o via como um bom amigo, que se sentava na calçada para ouvir os jogos de futebol no velho radinho de pilha e tomar sorvete.
 
Nunca mais consegui me apegar a um cão assim, talvez porque eu não sei lidar com a perda, mas acho que não quero nunca pensar que ele pode ser substituído (engraçado, mesmo que eu saiba que isso nunca aconteceria, ele foi o cão da minha vida e quero que assim permaneça). Rex era um cão, um animal, mas foi melhor que muitas pessoas que tive o desprazer de conhecer, e uma fala do filme me fez lembrar disso:
 
“Um cão não se importa com carrões, casas grandes ou roupas importadas. Ele não precisa de nada disso. Para ele, basta um graveto. Um cão não se importa se você tem muito ou pouco dinheiro. Se você der o seu coração a ele, ele dará o dele pra você – De quantas pessoas podemos dizer o mesmo?”.
 
Sabe, se um dia as pessoas começarem a prender a ser como nossos amigos não humanos, talvez assim a humanidade entenderia o verdadeiro sentido de “amar ao próximo”. E eu nunca deixei de sentir saudades do meu amigo, mas sei que um dia ainda esbarro com ele por aí, pra correr mais algumas vezes, brincar mais algumas vezes e provar ao mundo que o amor não tem barreiras, nem mesmo entre as espécies. 


Abraços a todos vocês e em especial para esse meu saudoso amigo de quatro patas. 


Bjos Rex, maninha te ama muito.


Winna A.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tentando "parecer" menos esquerdista...



Bom dia meus queridos e queridas!

E aí?! Como foram as férias? Eu amei as minhas, pena que já foi...

Então - As aulas começaram e o estágio também. As féria no RJ estavam ótimas!
Eu realmente senti uma falta danada de bater perna pela Rua da Alfândega,  na Sr. dos Passo, na Uruguaiana, no Centro de Duque de Caxias e em todos os pólos de venda atacadista (e de produtos cuja procedência é bastante questionável - "made in paraguay"). Claro que eu resolvi esse problema e voltei a Floripa com uma bagagem digna de uma boa muambeira! Sem contar as roupas lindas que se pode comprar nos “Feirões das Malhas” que encontrei em Caxias... Amo muito tudo isso!

Espero que as férias de vocês tenham sido tão boas quanto as minhas! Rever a família, amigos, locais e pessoas que tem grande importância em nossa vida são os melhores antidepressivos que existem!

Ok ok... você deve estar se perguntando onde estão as reclamações, as indignações, os protestos e os pedidos de ajuda para algum animalzinho carente... e eu posso lhes dizer que tudo isso continua aqui comigo! Graças a Deus! Mas não falaremos disso hoje.
Sei que o mundo continua com suas mazelas e a luta tem de ser constante, mas meu bem – Se até o Balboa tinha um intervalinho entre um round e outro, eu, que também sou filha de Deus, mereço uma pausa também, não acham?

Espero MESMO que todos vocês continuem lutando por um mundo melhor! EU também continuo, mas esse mês eu vou tentar uns posts mais leves... Não reclamem! Eu disse que vou tentar, mas duvido que eu consiga!

No mais, como sempre, os posts andam meio “espaçados”... eu sei... mas é o preço que se paga por estar na faculdade, no estágio, estudando pra concurso, cuidando da pele, aprendendo a fazer as unhas sozinha, cuidando do namorado, pondo as séries em dia, programando as mesas... Preciso MUITO de dias com 48 horas!

Bem! Eu voltei! Esse era o recado!

Este fim de semana devo ir a HQCON aqui em Florianópolis! Vou levar a máquina fotográfica, o caderninho e vou anotar e fotografar tudo de legal que eu conseguir ver por lá! Prometo (que se eu for) colocarei uns posts aqui bem legais para os rpgistas e HQuistas (credo...) de plantão! Ok?

Vou-me indo!

Bjos, Qjos e abraços a todos!

E boa volta às aulas!

Winna A.

Aqueles que me acompanham na jornada...

Wikipédia sobre a Lady Vinna (WInna)

A lei divina é eterna, imutável, perfeita, igual para todos, inscrita na consciência dos homens e revelada em todos os tempos (de acordo com a capacidade e compreensão dos homens).

Winna: "- Com tantos elogios eu fico até sem graça!"

"Os animais dividem conosco o privilégio de terem uma alma". - Pitágoras

"Os animais dividem conosco o privilégio de terem uma alma". - Pitágoras