sexta-feira, 22 de maio de 2009

Barbaridades serão sempre barbaridades...



Bem, não sei exatamente por onde começar...


Algumas pessoas próximas a mim sabem que eu gosto de crianças, mas a maternidade não é meu sonho. Nunca foi.

Não sou nenhuma desalmada, não entenda errado, mas acho que por um filho no mundo sem condições psicológicas e financeiras é o tipo de aventura inesperada e irresponsável pela qual não pretendo passar. E também não estou falando mal das “mães por acidente”, pois muitas destas tornam-se mães adoráveis e inesquecíveis, beirando a perfeição.

O que, de fato, me chamou a atenção a ponto de escrever tantas explicações, foi a felicidade que eu tenho passado em minha vida depois que meu sobrinho nasceu, e, conseqüentemente, a intolerância que isso vem gerando em mim quanto a certos assuntos e atitudes de algumas “pessoas”, se é que posso chamá-las de pessoas...


A notícia desta semana que literalmente acabou comigo foi a seguinte:


“Jovem Mãe de 18 é presa por abandonar um bebê de oito meses numa lixeira”.


Vamos a alguns pontos que eu PRECISO comentar:


1°: Eu compreendo uma menina de 18 anos que faz um aborto. Na realidade, eu compreendo um aborto, não que eu seja a favor ou contra, meu posicionamento não é a questão primordial deste post, mas, entre por uma criança no mundo para sofrer com maus tratos, falta de atenção, falta de carinho, falta de comida, falta de educação, falta de princípios... Ou seja, falta de toda uma estrutura necessária para o que nós podemos chamar de “básico para se viver”, o aborto me parece um destino bem melhor... (os católicos e afins que me perdoem).


2°: Eu compreendo uma mãe desesperada que venha a entregar seu filho para outra família, ou mesmo que venha a abandoná-lo em uma igreja, orfanato, hospital, maternidade ou qualquer outro lugar onde ela tenha CERTEZA de que esta criança não correrá nenhum risco a sua vida e que será rapidamente encontrada e tratada, ou pelo menos encaminhada a ao decido órgão ou entidade responsável por esses tipo de incidente. Quando esta mãe não tem coragem ou condições de optar por um aborto e abandona um filho esperando que alguém cuide dele por ela, visto que ela quer o melhor para a criança e, em muitas das vezes, não possui as condições necessárias nem mesmo para o próprio sustento, esta mãe pode até ser chamada de muitas coisas, mas não de desumana. Não foi o egoísmo que a moveu essa mãe e sim o desespero e o despreparo. Isso é compreensível.


Agora, uma coisa que eu NÃO consegui compreender na história desta mãe que foi o infeliz destaque desta semana, foram os “Por quês”:


Por que ela não deixou o filho com a mãe, visto que a avó materna da criança já havia concordado em criá-lo, sabendo que a filha não tinha condições para tal, e muito menos o maldito do juízo necessário...?


Por que ela abandonou essa criança numa caçamba de ENTULHO DE OBRAS, que sabemos muito bem não é nem um pouco seguro para pessoa alguma, muito menos para um bebê de oito meses...?


E, finalmente, POR QUE ela fez isso PELA SEGUNDA VEZ??

Pelo que pude ler, ela já havia tentado (ou conseguido, não sei explicar) abandonar a criança, que graças a Deus foi encontrada e amparada, novamente, pela avó materna e pelo seu marido, que, diga-se de passagem, já estavam com um processo em andamento para a tomada da guarda desta criança.


Não sei explicar se a minha revolta é devida ao apego que tenho hoje em dia com meu sobrinho, pois eu o acompanho desde o dia em que minha irmã descobriu que estava grávida até hoje. Porém, se eu que sou tia desenvolvi tamanho amor pelo meu sobrinho, como pode esta menina, que carregou aquela criança pelos meses de sua gestação, que o viu assim que ele chegou ao mundo, que o embalou, que viu seus olhos se abrirem pelas primeiras vezes, viu seus primeiros sorrisos e que pode observar de perto a fragilidade estúpida que é um recém-nascido (como seres dominantes deste mundo, é incrível a nossa fragilidade, e eu considero-a estúpida quando na infância, se comparada a outros “filhotes” de outras espécies), como é que mesmo com todos esses fatores ESTA INFELIZ teve tanta frieza, tanta falta de amor...? COMO??


O mais triste é que esse tipo de notícia vem se repetindo todos os dias, em vário lugares, em todo esse nosso mundinho. Este, pelo menos, pode ser agraciado por um “final feliz”, e ainda bem que existem anjos vagando pelo mundo... Mas quantas foram as crianças que não puderam contar com a mesma sorte? Quantas só tiveram o trabalho de vir ao mundo para ter poucos minutos de sofrimento e, assim, voltarem para o lado do “papai do céu”!?


Eu sempre achei que deveria haver uma lei cósmica proibindo crianças de adoecerem ou mesmo de falecerem, e sei que muitos pais concordam comigo. Acho que não há fato mais triste que a morte de uma criança. Não é justo e tão pouco aceitável ou passível de esquecimento. É algo que nos faz questionar a fé, o amor, a existência e todos os outros valores que julgamos importantes.

Pior ainda é saber que, algumas das vezes, quem mata ou tenta matar, era quem deveria morrer no intuído de proteger.



Fontes: O Dia Online, Extra Online, Portal G1.

2 comentários:

Eu disse...

Minha mamis sempre fala: "vc precisa amar ser filhos antes deles nascerem!"
e Eu sempre respondo: "e eu os amo, por isso ele nunca vão existir!"
o mundo hj já esta uma merda, imagina só daqui uns 10 anos!

Eu disse...

morro de dó dessas crianças, tanto dos pais qto dos coitados que não pediram mais nasceram! esse mundo é uma merda mesmo e sempre os menos culpados são os que pagam mais caro! :(

Aqueles que me acompanham na jornada...

Wikipédia sobre a Lady Vinna (WInna)

A lei divina é eterna, imutável, perfeita, igual para todos, inscrita na consciência dos homens e revelada em todos os tempos (de acordo com a capacidade e compreensão dos homens).

Winna: "- Com tantos elogios eu fico até sem graça!"

"Os animais dividem conosco o privilégio de terem uma alma". - Pitágoras

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