Como pode a morte ser tão injusta?
Se a vida é para ser vivida, e não sofrida,
Porque é tão curta meu Senhor?
Um dia se nasce, as vezes nem isso
Então se cresce, as vezes nem isso
Então se multiplica. Mas as vezes nem isso
Então se envelhece... Com sorte talvez...
Muitas vezes nem isso...
E chega o fim.
E ponto.
Acabou.
Vazio.
Nada.
Lágrimas.
Saudade.
Tristeza.
Frio.
Solidão.
Um pedaço arrancado pela fatalidade ou pelo tempo...
Alguns tão novos
Outros nem tanto
Alguns percorreram toda nossa vida conosco
Outros encontramos nas esquinas...
Mas sempre se vão
Até nós iremos
Tenho medo de ir
Não quero
Não aceito
Queria viver todas as eternidades
Queria viver até depois do fim do universo
Queria o privilégio de ir além das eras
É um sonho bom
Que um dia acaba.
Homenagem a uma grande mulher que encontrei numa de minhas “esquinas”, e que me acolheu e me recebeu como uma amiga.
Dona Maria, onde quer que esteja, sua lembrança viverá até que a última pessoa que lembre de ti viver.
É o mais próximo da Eternidade que podemos chegar.
Vá em paz.
Vá com Deus.
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